Você vai comigo aonde eu for Você vai bem, se vem comigo Serei teu amigo e teu bem Fica bem, mais fica só comigo
Quando o sol se vai a lua amarela Fica colada no céu, cheio de estrela Se essa lua fosse minha Ninguém chegava perto dela A não ser eu e você Ah, eu pagava prá ver Nós dois no cavalo de ogum Nós juntos parecendo um Na lua, na rua, na nasa, em casa Brasa da boca de um dragão
De você sei quase nada Pra onde vai ou por que veio Nem mesmo sei Qual é a parte da tua estrada No meu caminho
Será um atalho Ou um desvio Um rio raso Um passo em falso Um prato fundo Pra toda fome Que há no mundo
Noite alta que revele Um passeio pela pele Dia claro madrugada De nós dois não sei mais nada
Zeca Baleiro
sábado, 22 de fevereiro de 2014
"Sem pressa fico por aqui Fecho os olhos pra me decidir Qualquer coisa vai me acontecer Algo muda perto de você
It might be soon, my heart changes with the moon"
Moom - Thiago Pethit
Minha nova poesia É antiga poesia, Eu me fiz sozinha, Força femina, ahahá Escrevo sem ter linha, Escrevo torto mesmo. Escrevo torto, eu falo torto, Pra seu desespero! É só minha poesia, antiga poesia, Repito, rasgo, colo poesia, Sem maestria, mas é a minha poesia Eu não sou mais menina, A minha poesia é poesia combativa.
Antiga Poesia - Ellen Oléria
sábado, 8 de fevereiro de 2014
“Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
Clarice Lispector
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
"Não me entrego sem lutar Tenho ainda coração Não aprendi a me render Que caia o inimigo então Tudo passa Tudo passará... E nossa história não estará pelo avesso Assim, sem final feliz Teremos coisas bonitas pra contar E até lá, vamos viver Temos muito ainda por fazer Não olhe pra trás Apenas começamos O mundo começa agora Apenas começamos"
Metal contra as Nuvens - Legião Urbana
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
"Só pra constar nos registros por aí
Que todo o meu amor é teu"
In The Morning - Mallu
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
"...So, if you're feeling lonely, don't! You're the only one I'd ever want! ... So, if I love you A little more than I should..."
("Então, se você está se sentindo só, não sinta!
Você é a única que eu sempre quis!
...
Então, se eu te amo
Um pouco mais do que devia...")
Please Forgive me - Bryan Adams.
"... E ti scorderai di me
Quando piove i profili e le case ricordano te
E sarà bellissimo
Perché gioia e dolore han lo stesso sapore con te
Vorrei soltanto che la notte ora velocemente andasse
E tutto ciò che hai di me di colpo non tornasse
E voglio amore e tutte le attenzioni che sai dare
E voglio indifferenza semmai mi vorrai ferire..."
("E você vai esquecer de mim
Quando chove, os perfis e as casas me lembram você
E será lindo
porque a alegria e a dor têm o mesmo sabor com você
Eu queria somente que a hora da noite passasse rápido
E tudo aquilo que você me disse com o vento não retornasse
E eu quero todo amor e atenção que você sabe dar
E eu quero a indiferença só se você quiser me ferir" )
"Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe."
Martha Medeiros
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
"I'm very sure, this never happened to me before
I met you and now I'm sure
This never happened before
Now I see, this is the way it's supposed to be
I met you and now I see
This is the way it should be
This is the way it should be, for lovers
They shouldn't go it alone
It's not so good when your on your own
So come to me, now we can be what we want to be
I love you and now I see
This is the way it should be
This is the way it should be."
("Eu tenho certeza, isso nunca me aconteceu antes
Eu conheci você e agora tenho certeza
Isso nunca me aconteceu antes
Agora eu vejo, era para ser desse jeito
Eu conheci você e agora eu vejo
Era assim que deveria ser
Era assim que deveria ser para os amantes
Eles não deveriam seguir sozinhos
Não é bom quando se está sozinho
Então venha pra mim, agora nós podemos ser o que nós queremos ser
Eu te amo e agora eu vejo
Era assim que deveria ser
Era assim que deveria ser.")
This Never Happened Before - Paul McCartney
"Saying "I love you" Is not the words I want to hear from you It's not that I want you not to say But if you only know How easy it would be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me, 'cause I'd already know..."
("Dizer "eu te amo" Não são as palavras que eu quero ouvir de você Não é que eu quero que você não diga Mas, se você apenas soubesse Como seria fácil me mostrar como você se sente Mais do que palavras É tudo que você tem que fazer para torná-lo real Então você não teria que dizer Que você me ama, porque eu já saberia...")
More Than Words - Extreme
"I'm just a girl, I won't be changing the world And boy you know that, I'm not perfect But I'm perfect for you"
("Eu sou apenas uma garota, eu não vou estar mudando o mundo
O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo
A gente se acostuma a morar em
apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E,
porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não
olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não
abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que
se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A
tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não
pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A
sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A
deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o
jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que
haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas
negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo
dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o
dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas
sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser
visto.
A gente se acostuma a pagar por
tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com
que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a
pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a
procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas
filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na
rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e
assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado,
conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de
ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da
água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se
acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a
hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas,
tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma
revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce
um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua
no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim
de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir
cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se
ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas,
sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente
se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto
acostumar, se perde de si mesma.
Marina Colasanti
Eis um vídeo muito bom, ótima interpretação do Antônio Abujamra
Retrovisor é passado, é de vem em quando do meu lado Nunca é na frente É o segundo mais tarde, próximo, seguinte É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou O que partiu, o que agora só ficou no pensamento Retrovisor é mesmice em trânsito lento Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas Mostra as ruas que escolhi Calçadas e avenidas Deixa explícito que se for pra frente Coisas ficarão pra trás A gente só nunca sabe que coisas são essas.
Amém - O Teatro Mágico
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
"E até o tempo passa arrastado Só pra eu ficar do teu lado Você me chora dores de outro amor Se abre e acaba comigo E nessa novela eu não quero Ser teu amigo."
Eu preciso dizer que te amo - Cazuza
"Por que cargas d'água você acha que tem o direito de afogar tudo aquilo que eu sinto em meu peito?"